sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ow, tu me ajuda a escrever um texto?

        Eu não sei escrever. Eu tô aqui, matutando um tema, tentando colocar as ideia no papel, mas não sai nada! Eu preciso URGENTE escrever sobre uma situação que aconteceu comigo; é prum trabalho da escola. Trabalho de português, sabe? Esses textinho que as professora passa, sei lá o nome disso. Crônica! É esse o nome. Tenho que escrever uma crônica sobre uma situação que aconteceu comigo. Ma meu DEEEEEEEEUS, que que eu vou escrever? Qual situação? O pior é que não sei escrever. Eu escrevendo é a mema coisa que minha irmã cozinhando: só dá treta.
        Ah, tipo, eu poderia escrever sobre o dia que caiu pedra na minha casa, né? Tá, deixa eu contar. Eu e a mãe tava em casa de boa... ela tava tomando café e eu tava assistindo Pokémon. Tá. Dai ela disse que ia fazer as unha e voltava de noite. Falei “Blz, de boa, vou fazer um miojo aqui”. E ela foi. Tava dando uma garoinha bem gostosa, um ventinho, sabe?! Tava um frio bem gostoso. Dai blz.
        Levantei do sofá pra fazer o miojo, acho que era de galinha caipira o sabor. Peguei a panelinha, coloquei a água esquentar e abri uma caxinha de leite. Dai esperei um poquinho, coloquei o miojo na panela e pronto. Eu vi que começou a fazer uns barulho estranho no teto, tipo uns pingo de chuva forte, sabe? Ma nem dei bola. Pensei que tava só engrossando a chuva. Blz.
         Escorri o miojo, coloquei no prato, temperei e cortei. A hora que eu coloquei a primeira garfada na boca, começou a chover ainda mais forte. Parecia que tavam tacando umas bomba!!! Tava muito alto o barulho. Era tipo TA TA TA TA TA PA PA PA TA TA PAAA!!! A hora que eu botei os pé pra fora da porta, eu olho a grama toda branca... A área de casa, nem se fala! Dai me veio uma pedrinha de gelo nos pé. Deuzolivre, que dor. Fechei a porta correndo, aquele ventão que vinha contra mim. Pensei “Caraaaaaaaio, comassim?”. Tá.
        Quando eu realmente vi que era uma baita de umas pedrona, me enfiei d'baixo da mesa do medo que me deu. Peguei o celular e fiquei mandando áudio no zap pra minha irmã. Tava morrendo de medo, véi. Larguei tudo o miojo, só fui correndo cobrir o notebook e o carregador com uma almofada, que dai se furasse o forro, pelo menos o note não ia quebrar. Só ficou eu ali sozinho, acrocado... e a bonita da mãe fazendo as unha!
        A hora que passou a tormenta, os vizinho tudo ficaro apavorado e começaro a tira foto das grama e tal. Eu vi que na minha casa fez só uns três, quatro buraco. Na do vizinho da frente encharcou tudo! Nossa, coitado... teve que comprar um monte de móvel novo. Ficou uma semana o falatório dessa pedreira. Era gente desesperada, pedaço de lona na rua... as construtora e os pedreiro ganharo uma nota nesses dia. Ma deu tudo certo, o povo da minha cidade é bem solidário, um ajuda o outro. Dai a mãe veio pra casa e deu tudo certo. Falei pra ela: "Aaaaaah, ma bem bonita a senhora né?! Em vez de vim aqui me socorrer, não, fica lá se produzindo...". Dai ela me disse assim: "Ah, ma tu é home pra quê?! Tu tem que se defender!". Minha mãe sabe me dá patada hein... Mal sabe ela que sou um homem covarde (conta pra ninguém não, ma eu tenho medo de barata)!
         Baaaaaah cara, fiquei aqui conversando contigo sobre as minhas ideia e esqueci do trabalho... Foda é que eu não sei escrever. Tu me ajuda?